"Bati-me sempre por coisas que iam além de mim e não olhei a sacrifícios. Fiz o que pude, e quem faz o que pode faz o que deve" - Fernando Valle.
17 de Maio de 2005

1. Não sou uma pessoa com a disponibilidade de tempo e muitas vezes mental para andar a divagar na blogosfera, porque a utilidade marginal do meu tempo é demasiado elevada para me poder entreter a comentar, opinar, ajuízar, explanar... enfim uma série de verbos de acção bloguística efectiva que algumas pessoas conseguem executar de forma célere e com actualidade.

2. Não sou também, como é do conhecimento público e notório, pessoa que se resigne a uma qualquer condição de subordinado de um ente ou entidade, seja ele qual for, com base em pressupostos que não reconheço e até mesmo desconheço.

3. Não sou também pessoa falsamente hipócrita em manifestar opiniões que não tenho, em concordar quando discordo.

4. Não reconheço qualquer tipo de hierarquia que a moral de outros me impõe, porque só e somente me revejo na moral que detenho em virtude da minha experiência social, religiosa, política e académica.

5. Não aceito nem tolero comportamentos e tendências absolutistas, para não dizer fascistas (pronto! disse), que certas pessoas menos formadas, para não dizer mal formadas (pronto! disse outra vez) apesar de julgarem que são eles os detentores da verdade total e absoluta, recebida como dom divino e cuja proveniência de um qualquer deus, que também (e aqui lamento sinceramente) desconheço.

6. Não admito discriminação de nenhuma espécie e relativamente a ninguém idependentemente do sexo, raça, credo ou orientação sexual e, até mesmo da idade.

Tendo exposto inicialmente estas premissas, cumpre-me informar ou expôr ao Senhor José Matos, que teve a amabilidade de me citar, novamente, no seu Blog, http://www.estarrejalight.blogspot.com - publicidade que agradeço e retribuo - mas como dizia, cumpre-me informar o Sr. José Matos, honorável membro da Assembleia Municipal, do seguinte:

A - Muitas das atitudes de muitos dos membros da Assembleia Municipal de Estarreja são na minha moral (que não imponho aos outros) vergonhosas. Como, por exemplo, a atitude daqueles membros da Assembleia que se limitam a chegar, sentarem-se, permanecerem sentados e chegado ao fim da Assembleia se levantam para assinarem a folha de presenças a fim de terem o direito aos 62€ e tal. Fazem um muito mau serviço a quem os elegeu. E alguns deles até têm muitas opiniões para partilhar, lamentavelmente, preferem usar a Internet em vez de prestigiarem as pessoas que os elegeram e o órgão autárquico a que pertecem. Considero isso vergonhoso, mas não me ouvem a exigir-lhes um pedido de desculpas à Mesa da Assembleia, nem à própria Assembleia (que deviam), e muito menos me ouvem a exigir que peçam desculpa aos eleitores e contribuintes que pagam para ter pessoas que lhes prestam um tão mau serviço.

B - A minha moral, também, não se compadece com qualquer tipo de opinião sagrada pronunciada por outra pessoa que a meu ver, e o nosso sistema democrático (apesar de custar muito para alguns) partilha do mesmo pensamento que eu, reflectem apenas e só uma visão das coisas, podendo haver tantas visões quanto seres racionais. Questiono-me é sobre a eventual racionalidade de algumas pessoas, uma vez que a acomodação e conformismo latente e patente no imobilismo na forma com que estão sentados reuniões inteiras da Assembleia Municipal. Às vezes questiono-me sobre se será das cadeiras, mas depois apercebo-me que não pode ser, pois já me sentei em diversos lugares diferentes e tal nunca me aconteceu.

C - Para a minha moral, entendo que algumas pessoas da AM deveriam também pedir desculpa por nunca ninguém lhes ter ouvido a voz. O que não haveria problemas se alguma dessas pessoas fosse muda, o que infelizmente não é o caso.

D- Para a minha moral é inadmissível a tentativa clara de viciação das regras democráticas, apenas porque se desempenha momentaneamente, e reforço o momentaneamente, cargos que lhes permitem alguma descricionariedade, mas não arbitrariedade. Como foi claramente o caso da eleição do representante da Assembleia Municipal para a Comissão de Licenciamento Comercial.

E - Infelizmente para os desejos e ensejos de alguns o jogo correu mal, porque existem pessoas que não são tão distraídas, para não dizer ignorantes (pronto! disse outra vez) e que não se deixam enredar em esquemas que na política já nem revelam astúcia e inteligência da parte de quem os praticam.

F - Realmente foi pena o cântaro da Lionor ter caído ao chão e partido um bocadinho antes de chegar à fonte e não termos eleito quem estava predestinado a ocupar o cargo. Realmente foi pena.

G - Para mim é tambem vergonhoso e aqui as desculpas devem ser dirigidas à minha pessoa haver alguém que pense que a minha inteligência seja tão pequena para não perceber o que tentavam fazer. Quer da primeira vez, quer da segunda quando tentaram alterar a decisão a tomar. E admitindo que a minha inteligência possa, eventualmente, não ser grande, isso até dou de barato, pensarem que com a minha experiência política não me apercebia disso. Exijo, pois, um pedido de desculpas, é que a cartilha toda desde o "Príncipe" de Maquiavel a outras obras bem mais interessantes em jogos e manobras palacianas, que são bem mais elaboradas que a singela diversão que nos foi proporcionada (para gáudio daqueles que descridibilizam constantemente os políticos, devido às atitudes tomadas pela mesa) já eu li há muito tempo e felizmente nunca precisei de praticar para ter o reconhecimento por parte daqueles que votam em mim e nas pessoas que comigo trabalham em muitas coisas.


É isto que me é possível dizer e escrever em tão pouco tempo, uma vez que as minhas preocupações prendem-se muito mais com as pessoas que precisam de receber por parte de nós a necessária correspondência enquanto agentes políticos. É isso que faço diariamente a vários níveis e sempre com a preocupação de vivermos todos um bocadinho melhor.

Quanto ao facto do Sr. José Matos entender que devo pedir desculpa à mesa da AM é tão ridícula quanto à exigência do Sr. Valdemar Ramos de exigir também que eu pedisse desculpa porque enquanto falava na Assembleia Municipal estava a olhar para o Presidente da Câmara, em vez de estar a olhar para ele (por acaso estava a falar directamente para o Presidente da Câmara).

No entanto, peço desculpa aos estarrejenses por ter como colegas de Assembleia Municipal pessoas (que na minha moral ;-) ) nos envergonham a todos os que fazemos política com generosidade, paixão, abnegação e desprendimento com a sua falta de capacidade e falta de trabalho, não justificando num mandato inteiro o dinheiro de apenas 1a reunião ordinária.
publicado por Pedro Vaz às 12:11
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