"Bati-me sempre por coisas que iam além de mim e não olhei a sacrifícios. Fiz o que pude, e quem faz o que pode faz o que deve" - Fernando Valle.
02 de Março de 2004

No nosso concelho o trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos pelas freguesias é de longe aquele que deveria ser, na realidade. Se atentarmos vemos que a inovação é muito pouca, quando mesmo inexistente. Os orçamentos e Planos de actividades são praticamente os mesmos de ano para ano, mudando pontualmente pequenas coisas. É preciso mudar e foi isso mesmo que tentei explicar com o meu artigo de opinião no Voz Regionalista de este mês e que junto aqui.



Bermas, Valetas e Cemitérios

Pois é. Em poucas palavras é assim que podemos resumir o que é o trabalho das Juntas de Freguesia do concelho. Salvo rarar e honrosas excepções, estas têm sido todas as actividades, ou as principais actividades que as juntas de freguesia vêm desenvolvendo ao longo dos anos, o que demonstra uma fragilidade evidente da preparação autárquica que se tem nas freguesias, encaradas por muitos como autarquias de 2ª ou mesmo 3ª categoria.

Infelizmente, para todos os Estarrejenses, a política das Bermas, Valetas e Cemitérios tem sido uma prática constante, prejudicando e atrasando as próprias freguesias e, consequentemente, as pessoas que aí residem. Não se trata de desvalorizar o trabalho que se faz nessas àreas, pelas Juntas de Freguesia, que é, obviamente, importante, mas, tão só, de demonstrar que, no séc. XXI, o trabalho autárquico numa Freguesia é e deve ser muito mais que isso, tendo, para tal, de existir autarcas competentes e profundamente conhecedores das competências e atribuições das próprias freguesias.

Veja-se o exemplo do trabalho, agora, desenvolvido na Junta de Avanca, onde a dinâmica imprimida e a compreensão do trabalho a desenvolver é bem maior.

Se atentarmos, constatamos que, na grande maioria dos Orçamentos anuais das Juntas de Freguesia do concelho, as rúbricas e cabimentações de verbas são praticamente constantes de há anos a esta parte, tendo apenas pequenas variações. Não existe preocupações em inovar em encontrar receitas próprias, em defenir políticas culturais, desportivas e do incentivo ao associativismo, definidas. Pergunto-me, mesmo, se existiu ou existe essa preocupação? Sinceramente, julgo que não.

Este vazio de ideias, conjuntamente com o eternizar de autarcas, que não se esforçam por melhorar os seus conhecimentos e que ficaram estagnados no tempo, associado à falta de apoios substanciais por parte da Câmara, que olha para as Juntas como autarquias de 5ª, empurrando-lhes o trabalho que não pode ou não quer fazer, participam activamente, para termos um défice democrático e descurarmos as nossas freguesias, que muito mais que uma Câmara, são o verdadeiro motor de uma democracia participativa. Ou pelo menos deveriam ser.

Perante este cenário, que continua a ser assustador em Estarreja, tenho que ressalvar o inovador trabalho do executivo da Junta de Freguesia de Avanca, que, e não é por ser do PS, tem feito um esforço significativo para inovar no trabalho autárquico, mostrando aos avancanenses que uma Junta de Freguesia pode e deve fazer muito mais, e só não o faz, pelos impedimentos decorrentes de falta de verbas e, não raras vezes, pela demora ou falta de capacidade de resposta dos serviços camarários ( não é necessário referir a diferença existente entre a resposta hoje a resposta no tempo do PS dos mesmos, pois ela salta à vista).

Concluo esta reflexão, afirmando que as pessoas merecem e exigem mais do que Bermas, Valetas e Cemitérios, por parte da sua Junta de Freguesia. As expectativas existentes não se compadecem com a falta de capacidade de iniciativa, nem com o vazio de ideias.

Para terminar, uma referência a Vladimiro Silva. O PS entendeu, por bem, indigitar Vladimiro Silva, como o seu candidato à Câmara Municipal, independentemente do “timing” do anúncio, penso que Vladimiro Silva é a pessoa capaz de derrotar a coligação “interesseira” existente em Estarreja, que apenas existe numa lógica de poder pelo poder. Acho, e agora de uma perspectiva única e exclusivamente pessoal, que é a oportunidade, que todos os Estarrejenses, reporem a injustiça para com o PS e Vladimiro Silva. O futuro o dirá.
publicado por Pedro Vaz às 04:35
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