"Bati-me sempre por coisas que iam além de mim e não olhei a sacrifícios. Fiz o que pude, e quem faz o que pode faz o que deve" - Fernando Valle.
21 de Março de 2009

Ferreira Leite. Cheia de pompa e circunstância decidiu fazer uma conferência de imprensa a dizer que os socialistas e o PS querem deter o poder em tudo o que é orgão de eleição e nomeação do Estado. Cheinha de razão que estava a atirar pedras ao telhado do PS.

Esquece-se Ferreira Leite, desde logo, que, e a título de exemplo, o actual Presidente da CMVM, nomeado pelo actual Governo é (pasme-se) Carlos Tavares (ex-ministro da economia de Durão Barroso).


Dizia, eu, que o exercício de "atirar as pedras ao telhado" do PS começou com a entrevista do actual Provedor, indicado pelo PSD à semelhança de todos os provedores dos últimos 19 anos (metade da democracia portuguesa). Ferreira Leite e o PSD vieram logo de peito feito cheios de razão esquecendo-se que para os dois terços na AR não são necessários, pois PS, BE, CDS, PEV, PCP e não inscritos chegam para atingir esses mesmos dois terços necessários.

Irresponsavelmente, o PSD colocou-se numa posição frágil do ponto de vista político.

Mais frágil ficou quando o PS, e bem, anunciou publicamente o nome que propôs - Jorge Miranda.
Bem, como todos sabemos, e José Manuel Fernandes & Cia não tardarão a anunciá-lo aos 4 ventos, Jorge Miranda é socialista desde pequenino. Nem Manuel Alegre (personalização corpórea do socialismo) é mais socialista que o mesmo.

E agora Manuela? E agora PSD? Digam lá os nomes que queriam ver como Provedores, para sabermos dos seus méritos? Com que argumentos não aceitaram Jorge Miranda? O nome do PPD seria Marcelo Rebelo de Sousa (pessoa super-isenta)' Paulo Mota Pinto (outro isento vice-presidente do PSD)?

Espero para ver. Isto tudo seria desnecessário se o PSD tivesse sentido de estado. Era bom que os outros partidos o revelem. Especialmente o BE e o PCP que teimam em afirmá-lo, mas praticá-lo está quieto.
publicado por Pedro Vaz às 19:25
05 de Março de 2009

Pelos visto José Eduardo Martins é um político com muita personalidade. Envergonhou-se a si próprio, envergonhou o seu PSD, mas mais grave, envergonhou o Parlamento e a política.

Penso que há limites e José Eduardo Martins ultrapassou-os e largamente. Ora aqui está algo que a Comissão de Ética da AR deveria analisar com cuidado. Qualquer dia vemos imagens de tudo se pegar à porrada no parlamento, como vamos vendo em alguns parlamentos asiáticos.


O Deputado estava muito nervoso? Alguém sabe porquê?
publicado por Pedro Vaz às 21:59
31 de Outubro de 2008

Fiquei sensibilizado pelo pedido de alguns amigos, em especial do Zé das Segundas-Feiras (que há quem diga que é a melhor noite), aqui vai o artigo na íntegra.

Presidente: diga qualquer coisa.

José Eduardo Matos deu a sua grande entrevista no Jornal de Estarreja. Privilegiou um órgão de comunicação social local da terra, quando poderia tê-la dado a qualquer periódico de tiragem regional e, até mesmo, nacional, tal foi a informação relevante que foi deixando sair aqui e ali, nesta entrevista que ocupa as páginas centrais do Jornal de Estarreja (JE) da semana passada.

Mas não querendo especular mais vamos mesmo à vaca fria, como se diz em bom português. Vamos então analisar a propriamente dita (entrevista).
Num breve subtítulo lê-se que José Eduardo Matos (JEM) avalia o trabalho feito ao longo dos anos, a estratégia para o futuro e comenta os argumentos da oposição (leia-se PS).

Perante tal intróito, fiquei na expectativa de ver uma mensagem forte, sólida e eficaz, que comprovasse um Presidente experiente e experimentado na gestão autárquica e que ilustrasse a evolução política de JEM. Nada mais errado, na minha perspectiva.

Admito desde já a parcialidade de quem é militante do PS, de quem nunca votou em JEM e nunca acreditou nos projectos políticos que protagonizou, aliás, tendo mesmo questionado a existência de qualquer projecto político para o desenvolvimento de Estarreja.

Dos três eixos enunciados: trabalho realizado em 7 anos; desenvolvimento e estratégia para o futuro; comentário político à actuação do PS, tal qual Marcelo Rebelo de Sousa, como se não fosse parte integrante da contenda, como se a discussão político-partidária fosse algo de mau. Como se contra-argumentar não seja algo de honesto e sério. Não. O comentário é mais suave, dá mais ar de estadista, coloca JEM acima da liça e até mesmo acima da democracia e do que a constitui na sua essência: o debate político-ideológico entre visões de sociedade diferentes que caracterizam os diversos partidos políticos. Enfim…. Dizia eu dos três eixos desta entrevista conclui-se nada. Conclui-se o óbvio, conclui-se factos e verdades de La Palisse.

JEM vai, ao longo dos milhares de caracteres de entrevista, dizendo-nos e explicando-nos a difícil arte de gerir uma autarquia/município e que os possíveis e os impossíveis foram feitos para mudar Estarreja (como anunciava o seu slogan nas autárquicas em 2001). Assim diz JEM:

•“Há sempre grandes obras, quer seja pela sua dimensão ou importância são fundamentais para as pessoas”
•“Basta olhar para o município, o que ele era há meia dúzia de anos e ao que é hoje, para vermos as diferenças”
•“A autarquia tem um papel importante, mas não é decisivo”
•“As coisas não nascem de um dia para o outro”
•“Temos políticas que se estendem a todos”
•“O nosso plano político depende da concretização de obras”
•“Quem nos dera ter avançado muito mais. Existem diversos constrangimentos”
•“Ele tem a razão dele e eu tenho a minha”

Estes são alguns excertos, que pude anotar da excelente entrevista de JEM acerca da realidade da sua gestão do município de Estarreja desde 2001. Entrevista que me mostrou a verdade, crua e dura daquilo que é um município sem estratégia, sem visão e sem futuro (pelo menos enquanto JEM continuar à frente dos seus destinos).

JEM fala da obra(s) feitas(s), não enuncia ou enumera uma única. JEM fala de grandes obras que são importantes, mas diz que gosta de fazer é pequenas. Ainda assim, não enumera uma única obra pequena.

JEM diz e com razão que basta olhar para o município há meia dúzia de anos atrás e identificam-se logo as diferenças. Abstenho-me de fazer qualquer comentário, mais claro e evidente que isto é impossível, eu próprio sê-lo. A autarquia tem um papel importante, mas não é decisivo. Outra evidência que não comentarei. Noto, no entanto, que ainda assim não diz que papel importante é esse, apenas que não é decisivo para a vida dos estarrejenses.

JEM diz que as coisas não nascem de um dia para o outro. Todos sabemos isso, só não sabemos que coisas, uma vez que JEM não diz quais são e já foi eleito há quase sete anos.

JEM afirma que têm políticas que se estendem a todos. Isso na política é uma verdade universal. Falta saber quais políticas? De que forma se estendem? Quais são as suas implicações? Positivas? Negativas?

JEM fala mais uma vez que o seu plano político depende da concretização de obras. Quais? Quantas? Onde?

JEM fala que queria ter avançado mais, mas há constrangimentos. Impõe-se a pergunta: quais constrangimentos? Políticos? Técnicos? Incompetência? Incapacidade?

JEM assume que os outros têm a sua razão e ele tem a sua própria. Palavras para quê.

JEM, num delírio extasiástico, afirma, mesmo, que temos no Eco-Parque fábricas maiores que o IKEA. Alguém duvida disto? Eu não, preciso apenas de ir ao oftalmologista porque a miopia, de que sofro, deve ser cavalgante.
Terminando. Do feito, JEM não diz nada. Do que quer fazer, JEM nada diz. Isto recorda-me, com as necessárias adaptações, um pequeno excerto do filme Abril de Nanni Moretti em que aquando de um debate televisivo entre Massimo D’Alema e Silvio Berlusconi para as legislativas, Moretti exorta, do seu sofá, D’Alema a reagir a dizer algo de esquerda. No fim em desespero perante a apatia. Moretti apenas quer que D’Alema diga qualquer coisa.

José Eduardo Matos, enquanto munícipe rogo-lhe em desespero, diga qualquer coisa.
publicado por Pedro Vaz às 17:37

Sai hoje no Jornal de Estarreja um artigo de opinião, da minha autoria, sobre a entrevista dada pelo distinto Presidente da Câmara Municipal de Estarreja (minha terra) na semana passada ao mesmo jornal.

Podem ler aqui.

Se houver alguém a pedir muito, poderei colocar no blog na íntegra.
publicado por Pedro Vaz às 00:43
18 de Setembro de 2008

O DN, na sua edição de hoje, noticia que os TSD (Trabalhadores Sociais Democratas - é uma organização temática dentro do PSD) são contra a revisão do Código Laboral porposta pelo PSD por ser neoliberal.

Admita-se que poderia ser verdade. O facto é que com as alterações do Governo PSD/CDS-PP na altura de Bagão Félix, tenham estado calados. Alterações essas sim gravosas para os trabalhadores. Este tipo de partidarite é ridícula.

Agora o que eu gostava mesmo de saber é porque é que é uma alteração neoliberal e contra os trabalhadores o seguinte e ordem arbitrária:

1. Ilegalização de Estágios não remunerados. Quem trabalha tem de receber pelo trabalho que executa e não trabalhar para aquecer, ou pagar para trabalhar. O novo Código do Trabalho tem isto.

2. Alteração da Presunção de Contrato de trabalho para quem cumpre uma função permanente e se encontra a recibos verdes. Isto é, antes era o trabalhador que tinha que provar que apesar de se encontrar contratado enquanto prestador de serviços desempenhava uma função permanente numa empresa e estava abusivamente a recibos verdes. Com o novo Código do Trabalho é a empresa que tem de provar que é de facto uma prestação de serviços e não o trabalhador o seu contrário.
3. Numa prestação de serviços a empresa que contrata o prestador de serviços assume parte dos descontos para a Segurança Social. O novo Código de Trabalho prevê isto.4. Penalização dos Contratos a Prazo e Contratação de Prestação de Serviços em matéria fiscal para as empresas. O novo Código de Trabalho prevê isso.

5. Incentivo à passagem de recibos verdes e contratos a prazo, para contratos a termo incerto. O novo Código de Trabalho prevê isto.

6. Redução do período permitido para a contratação a prazo. O novo Código Laboral também faz isso repondo a vergonha que Bagão Félix fez nas alterações anteriores.


Se estes 6 pontos é ser neoliberal, então eu sou um deles.
publicado por Pedro Vaz às 17:26
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18 de Abril de 2008

O PSD não se consegue entender. Andam todos uns contra os outros permanentemente. Menezes teria alternativa? Talvez não. Mas tem a obrigação de ir de novo a votos. Surja lá a vaga de fundo. Eu ajudo na Ola
publicado por Pedro Vaz às 11:58
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