"Bati-me sempre por coisas que iam além de mim e não olhei a sacrifícios. Fiz o que pude, e quem faz o que pode faz o que deve" - Fernando Valle.
31 de Outubro de 2012

Findo o debate parlamentar, e a consequente aprovação do devastador Orçamento de Estado para 2013, a mediatização recai sobre a proposta de Pedro Passos Coelho de uma suposta "refundação" do memorando e a carta que o mesmo enviou ao Secretário-Geral do PS, para se sentar à mesa com o Governo para estudarem propostas para acabar com a despesa pública estrutural (!?!).

 

Não vou perder tempo na discussão (relevantíssima!!!) semântica da coisa em que a Comunicação Social e a classe política embarcou e tecer comentários sobre o que é essa história da refundação. Pois para mim mais não é que uma nova aldrabice para distrair-nos a todos do essencial. Perderei, sim, a dizer o que, para mim, deverá ser a postura do PS quanto ao repto em forma de missiva do Sr. Primeiro Ministro.

 

O Partido Socialista é e sempre foi um partido de responsabilidade. Responsabilidade primeira para com os portugueses, as famílias, as empresas, o desenvolvimento do nosso país. A nossa (do PS) responsabilidade é para com estes e não para com Passos Coelho, Vitor Gaspar, Paulo Portas, Angela Merkel e quem quer que seja mais.

 

Dito isto e em nome da responsabilidade que pedem ao PS, não vejo outra respostas do PS que não passe por impor como ponto inicial de conversas para o que quer que seja, o seguinte:

 

  1. Novo Orçamento para 2013 aliviando o aumento dos impostos para os mais fracos, aumentando consideravelmente os impostos sobre o capital, baixa do IVA para a restauração. Aumento do investimento e que não tenha cortes na Segurança Social, na Saúde, na Educação e no investimento público.
  2. Renegociação imediata do Memorando, reduzindo o peso com os encargos financeiros da dívida e alargamento do prazo de pagamento e das metas orçamentais.
  3. Abandono total da intenção de despedir funcionários públicos, reduzir rendimentos para os trabalhadores e pensionistas.
  4. Alteração dos Escalões de IRS, dotando-os de maior equidade fiscal.
  5. Aumento dos apoios sociais, para quem mais precisa e não o inverso.
  6. Redução do valor das taxas moderadoras na saúde.
  7. Acabar com a austeridade que tem levado ao desmantelamento do tecido produtivo, ao aumento sem precedentes do desemprego e a uma nova vaga emigração.

 

 Penso que estas são condições que sem o seu cumprimento "a priori" não podem levar o PS a nenhuma mesa negocial com o Governo, em nome da dita RESPONSABILIDADE.

 

A RESPONSABILIDADE do PS é para com os Portugueses e Portugal.

 

publicado por Pedro Vaz às 15:18
04 de Março de 2009

Silva Lopes em declarações ao jornal Público, refere aquilo que é visível a todos, menos àqueles que não querem ver ou então andam nisto apenas para dizer mal de tudo e todos

As declarações aqui.
publicado por Pedro Vaz às 18:04
05 de Janeiro de 2009

Sócrates deu hoje a primeira entrevista deste ano que será marcadamente político, quer porque teremos 3 actos eleitorais, quer porque com a crise económica que persiste a resposta estará na ideologia e na política.

Vi a entrevista. Estou a ver as reacções e as análises do costume. Quero desde já dizer o seguinte:

- Os entrevistadores portugueses, especialmente os entrevistadores políticos, acham que ser bom entrevistador é ser agressivo com quem se entrevista (estilo jornalistico Manuela Moura Guedes) e opinar, opinar muito. Não percebo isso. Porque a opinião que se deve ouvir é da pessoa que é entrevistada e não do jornalista. Essa opinião eu não quero saber. Até porque, normalmente é desinformada.
Programas de entrevista como o 60 minuts, e o Hard Talk da BBC. Vemos grandes entrevistas em que não interrompem o entrevistado, não opinam. Não querem ser comentadores, nem políticos por 10 minutos, ou outra coisa qualquer. Enfim. É o Portugal dos Grandes que mais parece o Portugal dos Pequeninos.
publicado por Pedro Vaz às 22:31
16 de Dezembro de 2008

publicado por Pedro Vaz às 17:43

publicado por Pedro Vaz às 17:27
15 de Setembro de 2008

Pois é. O Banco Lehman Brothers, que ao que parece era o 4º maior banco de investimentos dos Estados Unidos abriu falência. Não conhecia este banco, mas pelos vistos é daqueles bancos que utilizam as receitas económicas neoliberais para fazer dinheiro e brincar ao capital com o dinheiro daqueles que não o têm (fundos de investimento de alto risco, sub-primes e essas coisas do economês).
Consequência imediata, bolsas de todo o mundo em queda acentuada, pessoas a ficar sem casa, sem dinheiro, sem poder de compra, crise económica internacional.

O liberalismo no seu melhor. Segundo aquilo que se costuma dizer, o mercado corrigirá tudo isso. Nada mais errado. Pelos vistos o mercado não consegue....

Perante mais um cenário de crise económica à escala global o que é que aqueles que, como Marques Mendes fez hoje e Manuela Ferreira Leite faz sempre, defendem que o Estado é um empecilho, aqueles que acham que menos Estado é melhor Estado defendem: A intervenção do Estado. :-)


Pelos vistos, o Estado é preciso. Mas porque defendem isso. Para assumirem as asneiras do grande gestor que são os privados e pagarem a dívida.

Se é para o Estado pagar a factura sempre. Então, quando for para dar lucro, que dê ao EStado, que assim dá a todos e não dê lucro só para alguns.

É incrível a hipocrisia desta gente e a bestialidade das pessoas que defendem que a economia deve funcionar por si só quando lhes convém, mas quando dá para o torto (quase sempre) que venha o Estado porque é essa a sua responsabilidade.

Brincam com os povos do mundo.
publicado por Pedro Vaz às 14:20
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