"Bati-me sempre por coisas que iam além de mim e não olhei a sacrifícios. Fiz o que pude, e quem faz o que pode faz o que deve" - Fernando Valle.
03 de Dezembro de 2010

Aqueles que, hoje em dia, mais se indignam com o despesismo no erário público, indignando-se com gastos que não passam de ninharias orçamentais e esquecendo-se sempre que muitas das ditas "regalias" hoje existentes foram criadas pelos mesmos e até, pasme-se servem aos próprios, como por exemplo:

1. Reformas que se podiam acumular, como são os casos sobejamente sabidos de várias personalidades públicas como Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, entre outros. (Para o futuro já não é permitido Infelizmente e ao abrigo do preceito constitucional da não retroactividade das leis, essas pessoas continuam a poder usufruir das regalias e privilégios que criaram para si mesmos).
2. Sub-Sistemas de Segurança Social criados em tudo o que era carreira na Administração Pública (caminha-se hoje para um sistema comum a todos, independentemente da sua profissão).
3. Disparidade de anos de trabalho e descontos para a segurança social entre os sectores público e privado, que onera a minha geração e o Estado durante várias dezenas de anos.
4. A contagem da carreira contributiva para efeitos de pensões de reforma. Como é que era possível que apenas se contassem os melhores 10 anos dos últimos 15 de carreira contributiva para efeitos de cálculo de pensão e não toda a carreira contributiva?????????? Gostava mesmo que estes arautos, como é caso o Prof. Medina Carreira, me explicassem isto, porque para mim e milhares de outros portugueses da minha geração não vai ser assim (e bem, diga-se)e vamos ter de pagar com os nossos impostos os privilégios dessa gente.

Bem, como estes exemplos muitos outros poderia estar aqui a enumerar. Mas como dizia anteriormente como é que estas pessoas que se desfilam nos nossos televisores e nos jornais que lemos, têm o desplante de, ainda hoje, falaram com autoridade sobre o que quer que seja relativamente ao futuro do país e se arrogam legitimos representantes do sentir dos portugueses que no futuro vão ter de arcar com os seus disparates.

A todos eles acrescentemos alguns personagens activas da política portuguesa, que ainda hoje se colocam do alto da burra a disparar contra a Governação do PS (que enfrenta um dos períodos mais conturbados do ponto de vista económico à escala mundial e europeia e a este propósito referi-se o profundo retrocesso na construção europeia, influenciada pelos liberalistas económicos que ditam as regras económicas e financeiras na Europa e no Mundo com a mesma autoridade com que nos afundaram numa crise apenas comparável à Grande Depressão do início do Séc. XX). Casos como:

1. Manuela Ferreira Leite. "Autoridade" Financeira em Portugal e que enquanto Ministra da Educação foi um desastre perdendo uma geração em Portugal para as qualificações e enquanto Minstra das Finanças, mais recentemente, foi responsável pelo desastre denunciado hoje no Jornal SOl da transferência do fundo de pensões dos CTT para a Caixa Geral de Aposentações.

2. Paulo Portas que e de acordo com a "Visão" desta semana foi responsável por um contrato para a construção dos submarinos com a Ferrostal que tinha no seu clausulado um valor indemnizatório diário por cada dia que passasse até á adjudicação dos submarinos.

Enfim...

Todavia, esta panóplia de gente que diariamente acusa o Estado de gastador, de mau gestor, de usar o dinheiro dos contribuintes para desperdício, vêm logo a terreiro, eles próprios ou por interpostas pessoas, criticar quando o Estado decide cortar dinheiro que não beneficiando a comunidade, beneficia e de sobremaneira alguns, como é caso mais recente do financiamento que durante anos e anos o Estado dava ao Estabelecimentos de Ensino Privado.

Estas pessoas não se coibem de dizer que o privado é que administra bem, o privado é que gere optimamente. Esquecendo-se sempre de dizer que gerem bem porque as suas receitas vêm directamente do orçamento do estado, como era o caso até aqui das Escolas Privadas. O Governo, e bem, decidiu acabar com a "mama" (desculpem a linguagem, mas é mesmo assim). Mas porque raio é o que o Estado há-de financiar oferta educativa, destinada a cumprir o preceito Constitucional de garantir a todos educação, havendo escolas públicas na região que o possam fazer. Financiam o privado que concorria com o público (por "clientes") e ainda por cima escolhe os que educa (ainda que o não pudesse fazer), ainda por cima mais caro. Inaceitável. A este propósito o Secretário de Estado da Educação escreve um artigo de opinião no jornal Público.

A este propósito, e mais uma vez, veremos os do costume a exaltar o privado e a atacar o Estado por por um lado ser gastador e por outro acabar com privilégios que custaram/custam e podem vir a gastar os Milhões de € que o país não pode prescindir.

Uma nota final: O TGV é tudo menos desperdício. Se há investimento (ou gasto, se quiserem) público que valha a pena é o Futuro. E o futuro do meu país de mim e de todos aqueles que têm a minha idade e mais novos é o facto de podermos estar ao nível do resto da Europa e para isso precisamos de uma infra-estrutura fundamental para o desenvolvimento que é o Comboio de Alta-Velocidade e perdoem-me a dureza, mas porque raio é que há-de ser gaj@s de 50's e mais anos a dizerem-me o que é que deve ser o futuro e onde é que o Estado vai gastar o dinheiro dos meus impostos daqui a 20 e 30 anos.
publicado por Pedro Vaz às 16:12
03 de Dezembro de 2007


Estou radiante. Este post devia ter sido logo ao ínicio do dia, mas só agora pude escrevê-lo e assim dá para publicar a humilhação do pedido de desculpas.

O Público hoje esteve em grande. Uma capa linda a dar conta da vitória do Sim no referendo constitucional da Venezuela. O resultado já toda a gente sabe: Ganhou o não. Eheh. Como não bastasse o vexame, a vergonha do jornal dirigido por José Manuel Fernandes, o Omnisciente, a Direcção Editorial viu-se obrigada a publicar uma explicação aos leitores que se pode ler aqui.

Queria o Público que o inesquecível 3 de Dezembro de 2007 ficasse por aqui. Não fica. Aproveito para falar de outra "gralha".

Na notícia sobre as eleições da Distrital do PSD/Porto e que dá conta da vitória de Marco António, pode ler-se que o mesmo foi eleito com 40% dos votos expressos. Adiante diz,a notícia, que de acordo com o Gabinete de Comunicação do PSD/Porto votaram na lista única (importante realçar) 5 mil militantes de um universo eleitoral de 13 mil. Houve ainda 200 votos brancos e nulos.

A matemática não é o meu forte. Uma coisa eu sei. Que dos votos expressos (isto é votantes) MArco António e a sua lista (que era única) obteve cerca de 96% dos votos expressos e não 40% como diz a notícia. Agora que do universo eleitoral houve cerca de 40% de votantes em Marco António, isso houve. Mas isso já não é o mesmo que está escrito na notícia.

Esta gralha não é, talvez, muito importante, mas que é reveladora da falta de rigor de um jornal, é.

Por outro lado, talvez não, pois não nos podemos esquecer que esta gralha veio do jornal (talvez o único do mundo) que colocou na capa a vitória do Sim no referendo venezuelano. Não conhecia esta costela tão Chavista de JMF.

A vaidade que grassa ali para os lados de Picoas hoje deve andar do tamanho de uma ervilha. Que lindo dia hoje.
publicado por Pedro Vaz às 20:10
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